Publicado por: umbraebelfagor | Novembro 28, 2006

Quanto tempo demora um épico a fazer?

Foi esta pergunta que se interpôs entre mim e “O Filho de Odin” da Gailivro, enquanto viandava por uma livraria anónima em Lisboa.

Segundo João Piedade, que começou a escrever o seu com 15 anos, um verão.
Sim, leram bem, um verão. Ele ainda consegue ser mais rápido que o Saramago.

Abri a primeira página e na minha cara passarem expressões que vão desde o profundo terror, a esgares de incredulidade, passando por expressões de riso descontrolado. Basta apenas referir que existem, logo na primeira página, expressões como “uma espécie de culto satânico”, um “ um tipo de acólito demoníaco”, etc…

Para quem nunca teve a triste ideia de pegar no livro eu faço uma pequena sinopse em jeito de receita.
Pegue em vampiros, junte Bram Stoker, meta um Van Helsing ainda mais inacreditável do que o do filme, misture com Odin e seus filhos, bata com a batedeira, junte uma pitada de cultos satânicos e um pai paladino e envolva com monstros e vilões “com estilo” (como o autor os classifica) e leve ao forno até ficar uma história horrível.
Penso que este João Piedade não sabe o significado de coerência e trabalho pesquisa para um livro.

Este autor surge-nos como o grande impulsionador da literatura fantástica juvenil portuguesa, mas depois as suas personagens têm nomes ingleses, actos ingleses e mitologia tudo menos portuguesa.

Como já ouvi dizer por esse mundo internáutico fora: “ Levem um grupo de amigos e leiam em voz alta, é comédia garantida”

Pergunto-me eu como é que tamanha porcaria chegou às impressoras da Gailivro. Olho para o livro tem uma história que não vale um tostão furado, olho para a escrita de bradar aos céus de tão mau que é, olho para o glossário e é quase maior que o livro e tem com cada anedota que nem vale a pena reproduzir, arriscando-me que o leitor não consiga parar de ler.
Olho para o que influenciou o autor e os agradecimentos que esse faz e não rasgo o livro porque não é meu.

Então os meus olhos recaem sobre a lombada. Ele sabe não 2, não 3, não 4, mas 5 línguas! Estuda no colégio estrangeirado. Olho para a fotografia, típico beto da linha de cascais. Ainda não consigo perceber muito bem porque é que o editar, a parte das 5 línguas é impressionante, mas não deve chegar.
É então que surge a informação que esclarece toda esta situação! Oh, como me pude esquecer da instituição mais reconhecida em Portugal, o famosíssimo factor C.

C de cunha!

“A comunicação está no sangue da família Piedade. Domingos, ‘ex-manager’ de Fittipaldi, amigo do falecido Senna e actual administrador do Autódromo do Estoril e da Daimler Chrysler, começou a sua carreira a escrever sobre automóveis, mundo a que esteve sempre ligado. Ana Paula Reis, sua mulher, foi apresentadora da RTP. “

Pois…agora tudo é mais claro…

Os paizinhos ricos tocaram a mexer os cordelinhos para o “épico”, feito por encomenda, ser publicado.

É triste que isto aconteça, quando tantos bons autores em Portugal são rejeitados pelas editoras. Quando a árvore geneológica é mais importante que o talento, e a cunha mais forte que a moral e escrúpulos.

Porque só alguém sem moral nem escrúpulos edita algo assim.
João Piedade, tem piedade da nossa sanidade e diz logo que o teu livro é de humor e não de fantasia


Respostas

  1. Caramba, de facto é a cara chapada dos pais. Vergonhoso, não duvido da cunha. Basta ver os comentários de mais gente “influente” na contracapa.
    Seja como for, acabas por estar a dar-lhe publicidade…

    PS: E esqueces que ele também fala a língua negra do seu livro XD

  2. Pelo que li (n passei dos “espécies de” da primeira página) parece-me que a tua opinião é acertada, mas o infelizmente o peso da cunha supera o facto do livro ter sido publicado. Graças às “cunhices” o gajo fez a apresentação no Castelo de S. Jorge e teve cobertura dos programas de fofoca cor da rosa tipo Lux e afins. Consequencia, o livro vendeu como pães quentes e já vai na segunda edição escassas semanas após se ter estreado. É de bradar aos ceus.

  3. Enfim… é engraçado que cancelam trabalhos originais que resultam de uma vida de escrita e invetigação praticamente à porta da gráfica e vão à frente com porcarias destas… se calhar os pais dele ainda têm emoldurado o primeiro cócó do filho. Se não, sempre podem fazer o mesmo com o livro. A diferença não é muita.

  4. Concordo. Só cunhas. Conheço um amigo meu de 19 anos, que também teve a trabalhar três anos no seu livro, mandou-o À CunhaLivro (GAilivro), e eles rejeitaram-no. Um livro fanatástico que eu adorei ler, (conhecem a Inês Botelho? É desse tipo) muito diferente dos que estou acostumado. Eu comprei o livro depois de ter ouvido bué criticas sobre ele. Comédia. Comédia.

  5. http://www.youtube.com/watch?v=-7oDQBlDB70

    Vão ver!! Acabámos mesmo por ler em público essa “preciosidade”…

  6. O próprio autor é cheio de estilo. Olhás luvinhas de gangster…Personagens com estilo, é…

  7. Quando li o livro na Bertrand, estava sentado no canto de leitura. O sorriso iluminou a minha cara quando li a primeira página e o riso rebentou assim que, ao fim de três páginas, já a Europa toda estava conquistada, mas sobrava Portugal, que lutava imponentemente pela liberdade. Ora, parei de ler o livro pois recebi olhares repreendedores das pessoas que estavam a tentar ler necessitando de silêncio, o qual não era permitido pelo meu riso. Mais chocado, porém divertido, fiquei quando vi os comentários na contracapa.
    Apercebi-me, de imediato, que tal livro tinha sido abençoado pelo Allmighty poder das cunhas. Apenas para corroborar isso, o Marcelo apresentou o livro na televisou, como uma das suas “fabulosas” escolhas.
    É, de facto, uma pena que tal autor seja mais prestigiado que outros portugueses bem mais talentosos que, estes sim, podiam representar Portugal neste género e não um paspalho “estiloso”.

  8. 1º lugar: o colégio estrangeirado é um colégio que infelizmente você nunca terá dinheiro para meter lá os seus filhos, porque quem lá tem os filhos é porque trabalha duro todos os dias e não tem tempo para blogs!
    2º Lugar: já vai na segunda edição e ele já fez cerca de 89 mil euros graças aquilo que vocês chamam rasca!
    3º Lugar: Há livros muito, mas muito, muito piores que este que já foram publicados por editoras muito melhores!
    4º lugar: tenham cuidado com aquilo que dizem porque os ricos é que têm o poder, e o mundo gira a volta deles e não das pessoas que tem tanto tempo livre para publicar um blog! Obrigado

  9. 1º – Muitos Parabéns. Lamento desiludi-lo, mas os colégios de quem se mata a trabalhar são escolas como a Seomara Primo em que mais de metade dos alunos são carenciados. Sim, esses sim matam-se a trabalhar.
    2º – Muita gente votou no Guterres. Isso faz dele um bom primeiro ministro? Muita gente lia Júlio Dantas, fez dele um bom escritor?
    3º- Pois, por isso é que no meio de tanto estrume editorial, incluindo o Filho de Odin, seja difícil verdadeiras obras nascerem. Em vez de fertilizarem, abafam.
    4º – Tem muita razão no que diz. Money make the world go round! Infelizmente é assim. Enquanto os ricos culturalmente tapados, corruptos e pretensiosos continuarem a pôr cunhas para lixar as pessoas que têm dois dedos de testa e livre pensamento e palavra, Portugal ( editorialmente também) estará atolado. Já agora, obrigado por perder tempo a procurar tal obra no google, a ler o meu artigo, a tecer um comentário cheio de asco e prepotência. Eu prefiro escrever em blogs que perder tempo assim…

  10. por Pedro
    “1º lugar: o colégio estrangeirado é um colégio que infelizmente você nunca terá dinheiro para meter lá os seus filhos, porque quem lá tem os filhos é porque trabalha duro todos os dias e não tem tempo para blogs!”

    Provavelmente não vão precisar, dúvido que tenham o Q.I. de uma amiba. Quem tem os filhos num colégio privado é porque sabe que eles não vão a lado nenhum sem o beneficio de uns valores na média final. Diz-se que o talento salta uma geração, realmente…

    “2º Lugar: já vai na segunda edição e ele já fez cerca de 89 mil euros graças aquilo que vocês chamam rasca!”

    O Fernando Rocha também vendeu muitos DVD’s, mas nem por isso eu lhe dou mérito. Maior parte das pessoas que compraram o livro, ou é para se rirem, ou porque são devoradores de livros de fantasia e foram iludidos pela crítica a pensar que se tratava de um livro bom. De qualquer modo, não se trocam prendas, e não duvido que muitos pais o comprassem para os filhos, da mesma maneira que se compravam os livros da Anita.

    “3º Lugar: Há livros muito, mas muito, muito piores que este que já foram publicados por editoras muito melhores!”

    Uh… O Moralista é um jornal, não um livro. E tem mais conteúdo

    “4º lugar: tenham cuidado com aquilo que dizem porque os ricos é que têm o poder, e o mundo gira a volta deles e não das pessoas que tem tanto tempo livre para publicar um blog! Obrigado”

    Por último, vá ao Wikipedia e procure (em português) e procure Revolução Francesa. Hoje em dia já não são necessárias medidas drásticas como na altura – a maior parte não sabe gerir a fortuna e acaba na miséria. Acaba-se a chupeta dourada, e acabam-se as cunhas. Onde nos leva a falta de trabalho e talento? E instrospectivamente, detestava saber que tudo o que eu faço é levado ao colo a um pedestal, sem mérito, capacidade, genica, inteligência ou garra.

    Pelo menos quem escreve em blogues faz um exercício mental. Quem escreve assim, faz um esforço intestinal.

  11. Não costumo ler bolgs, mas mandaram-me este link. Só queria acrescentar que o sr. José Vilhena é um mestre dor vernacular português, e que a colecção da revista “O Moralista” e subsequentemente na “Gaiola Aberta”, preserva de forma tão erudita quanto possível aquilo que pela sua natureza não pode ser ensinado pelos professores na escola.
    Quanto a esse sr. Rocha já vi algumas coisas, mas sinceramente não me moveu. Por favor não os comparem de forma leviana!

    PS: ainda bem que não é necessário registo para poder escrever aqui, parece-me demasiado inconveniente para simplesmente deixar um desabafo destes.

  12. Ah, então foi esta pérola que eu vi na Fnac. Fascinante… de uma maneira absolutamente triste e revoltante. É vergonhoso como se publica seja o que for. O tema é recorrente, vende bem. Original? Não me parece, desde o senhor dos anéis e dos jogos de estratégia que não existem grandes mudanças. A escrita é uma lástima – não é ligeira e de fast-food como a do Eragon… não, é pior. Querem pôr os jovens a ler? Esta não é a solução. Eles não merecem ser enganados desta maneira, por muito que não se importem.
    São livros destes que nos roubam a variedade, o talento, o som e a dança da música. São os mais publicitados, são vendidos e empurrados para as pessoas que ainda não puderam sair do círculo de influência da opinião dos ‘ricos’ e ‘famosos’.
    Cinco línguas? Era muito mais digno ele dominar apenas uma correctamente, já nem peço talentosamente – o Português. Como é que alguém que consegue dominar mais 4 línguas, quando ainda nem sequer entendeu o som verdadeiro de uma?
    Depois de ler o que escreveste passei para os comentários. Como se não bastasse o livro, temos esta cereja no topo:
    “3º Lugar: Há livros muito, mas muito, muito piores que este que já foram publicados por editoras muito melhores!
    4º lugar: tenham cuidado com aquilo que dizem porque os ricos é que têm o poder, e o mundo gira a volta deles e não das pessoas que tem tanto tempo livre para publicar um blog! Obrigado”
    Ora, de nada, disponha.
    Acho difícil que existam livros piores que este, mas isso faz parte da minha cultura geral claro. O senhor Pedro lá saberá com o que teve a infelicidade de se cruzar. De qualquer maneira, ser tão mau ou menos mau que os outros – existindo livros e composições da primária extremamente melhores – não justifica a publicação de um livro. O dinheiro agora talvez justifique tudo, agora. Mas só tenho a dizer que a Gailivro só perdeu prestígio e credibilidade com este lançamento.
    Depois, só quero acrescentar que na minha cabeça não mandam os ‘ricos’ nem os ‘célebres’. Talvez no mundinho do senhor Pedro tudo seja regido assim, mas a oligarquia ainda não chegou aqui, à nossa alma livre.
    Eu acredito que as pessoas ainda estão a tempo de ver e viver coisas mais surpreendentes e verdadeiras, até o senhor Pedro.
    Au revoir.

  13. I had this birth mark since I was born! says (21:33):
    deve pegar bem o luma nele
    mr toad. says (21:33):
    Pois.
    I had this birth mark since I was born! says (21:33):
    *lume
    mr toad. says (21:33):
    Hmmm. Não sei. As cunhas são poderosas. O livro deve ser indestrutível e tipo boomerang. Deita-se fora e ele volta, para obrigar as pessoas a ficar com ele.
    I had this birth mark since I was born! says (21:34):
    omg!
    tudo menos isso!
    mr toad. says (21:34):
    Lol.
    I had this birth mark since I was born! says (21:35):
    é como o anel um
    mr toad. says (21:35):
    Dava um livro curioso (mas não tão bom quanto este). “O Livro”
    I had this birth mark since I was born! says (21:35):
    vamos ter de o destruir no seu local de criaçao
    vamos ter de viajar até cascais!
    lol
    mr toad. says (21:35):
    E depois a sequela “O Livro Regressa”
    I had this birth mark since I was born! says (21:35):
    exacto xD
    uma historia epica!
    deveras!
    mr toad. says (21:36):
    E ainda para completar a triologia “A Vingança do Livro” (desta vez com mais satanismo, mais nomes ingleses e mais cunhas!)

  14. Desde o dia em que vi a entrevista, na tvi (onde mais?), deste rapaz, que fiquei extremamente interessado na sua obra. Porquê podem perguntar? Nem eu sei, mas fiquei curioso: Por que livro uma editora se teria interessado sendo o autor relativamente jovem e com uma curiosa mescla de interesses?

    O meu interesse aumentou ainda mais quando o ouvi falar nessa mesma entrevista. Mas aqui o interesse mudou de tom: Que tipo de livro interessante e digno de ser publicado poderia alguém como este miúdo (e reparem na alteração da designação etária) ter escrito?

    O interesse foi tal que num dos dias seguintes me dei ao trabalho de procurar o bendito livro na bertrand (já agora é a de coimbra onde segundo me parece é o local onde foi gravado aquele lindo video de leitura colectiva). Posso assegurar que o meu interesse foi totalmente recompensado. À anos, repito, à anos que um livro não me permitia um momento de tão completo prazer como este. E por prazer refiro-me claramente a todo o riso que de mim jorrou a cada frase, para não dizer palavra.

    Entre as minhas favoritas a expressão “paladino da chacina”. Impagável.

    Muito foi o tempo que passou e nunca me tinha dado ao trabalho de procurar o sonoro (e verdadeiramente o que de melhor o livro tem) título. Hoje fi-lo, interessado no número de páginas (já agora são 248) e não vou criticar mais a escrita ou a concepção da história. Acho que já esses aspectos já estão tratados de forma razoável.

    No entanto noto aqui uma lacuna no tocante ao plágio descarado do qual o livro é fruto. É que o facto de se escrever mal ou de não se saber organizar uma história é perfeitamente aceitável do meu ponto de vista. Há quem saiba e quem não saiba e de vez em quando é natural que alguns que saibam não sejam publicados e alguns que não saibam o sejam. Agora, pegar em personagens e “plot twists” de outras obras (literáris ou de outro tipo) é no mínimo uma tremenda falta de respeito pelos autores das outras obras e pelos leitores.

    Vou apenas referir uma obra porque é nas primeiras páginas a mais descarada, se bem que li já noutros blogs opiniões sobre outras obras também.

    Vejamos:

    1. no jogo para windows WarCraft 3 há uma personagem chamada Arthas, loiro e de armadura azul que utiliza como arma um martelo;

    no livro do menino Zuzarte aparece um paladino loiro de armadura azul e um martelo.

    2. no jogo um necromante chamado Kel’thuzad é encarregado de levar ao mundo do jogo um demónio de u universo paralelo;

    no livro “uma espécie de padre demoníaco” chamado Kal’thazad (e reparem na mestria como aqui o plágio é subtilmente executado) surge a reanimar o corpo morto do conde drácula.

    3. o brasão da raça humana no WarCraft é um escudo azul com a cabeça de um leão encastrado a ouro no seu centro e com dois martelos e uma espada cruzados em estrela por trás;

    nem me vou referir ao livro e vou apenas pedir que adivinhem a configuração do brasão da familia do herói da história Jonathan.

    Estas e outras interessantes coincidências sem dúvida valem bem a pena de comprar e jogar o jogo para mais tarde… comparar.

    Por último, e na verdde a razão que me levou a começar a escrever este “post” embora tenha acabado por ser uma parte infíma em termos de quantidade de caracteres, queria aqui homenagear (a maior parte) dos comentários e dos comentadores que tanto me fizeram rir ao lê-los. Meus senhores escrevem sem dúvida melhor que “alguns” (não sei bem quem) escritores.

    Bons comentários.

  15. Não que justifique o plágio do senhor zuzarte, mas o próprio warcraft também retira imenso ao universo de warhammer.

  16. não percebo porque falar mal de alguém que pelo menos teve a intenção de escrever algo muito mais digno que estas palavras que demonstram a otarisse do autor da critica e se ele teve cunha, e se ele tem papis ricos, e se ele é de cascais? que tens tu a ver com isso? ainda não vi nenhum livro teu … só uma critica de alguém que não tem coragem para pegar numa caneta e num papel e escrever, sequer, uma composição de fantasia.. o que ele fez foi muito maior que vcs alguma vez fizeram.. e como se diz «a perfeição vem com a pratica» talvez vejamos o mesmo jovem a escrever algo muito maior que qq escritor portugues..

  17. Vamos lá ver se eu entendo aqui o Ramon, se é que isto tem ponta por onde se leh pegar. Ele está a dizer que lhe parece bem que o autor tenha publicado graças a cunhas? Por amor de deus.

    Eu até aceitava o ponto de vista se me parecesse que o livro só tinha levado um empurrão para sair da “slush pile”, mas o livro é de um mal gosto tal que não parece que tenha sido o caso. A cunha foi muito mais pesada que isto.

    E, se bem que o bom e mau gosto são ralativos, acho que ninguém com pelo menos um par de neuronios me vai dizer que coisas como estas são de bom gosto:
    “Este levantou voo e rasgou o céu a voar a toda a velocidade. Voava tão depressa que, se Jonathan abrisse os olhos, começava a lacrimejar.
    - Isto é fantástico, como é que consegues voar tão depressa?
    - Comi feijoada ao almoço, daí a força que vem lá de trás!”

    Quer dizer, por amor de deus.

    Quanto à parte de se ter coragem de escrever e coisas afins. Tu nascestes ontem? Fazes ideia de quantas pessoas já escreveram coisas muito mais legíveis que o Filho de Odin e não foram aceites por editoras? Quantas pessoas escreveram obras bem mais interessantes e escrritas com um minimo de cabeça nunca as tiraram da gaveta por acharem que não tinham qualidade?
    Caro ramon, escrever o Filho de Odin, ou algo assim, qualquer puto da primária escreve.

    «a perfeição vem com a pratica» concordo plenamente. Mas essa prática faz-se em casa, com os amigos, publicando na net, com edições de autor, etc. Não é assim. Não é publicitando um livro de fantasia incipiente e de mal gosto como uma obra de referência na fantasia nacional.

    Quanto à crítica aqui do viandante, até me parece mais ou menos inóqua, pelo menos comparadas com outras que já vi na net acerca deste livro, algumas das quais até eu, que detestei o livro e todo o processo à sua volta, tive quye discordar.

    Eu até concordo que existam por esta net críticas demasiado destrutivas, sem sombra de dúvidas provocadas por inveja, ou até por simples estupidez e vontade de gozar com tudo e com todos. Mas não me parece que seja este o caso aqui.

  18. “1º lugar: o colégio estrangeirado é um colégio que infelizmente você nunca terá dinheiro para meter lá os seus filhos, porque quem lá tem os filhos é porque trabalha duro todos os dias e não tem tempo para blogs!
    2º Lugar: já vai na segunda edição e ele já fez cerca de 89 mil euros graças aquilo que vocês chamam rasca!
    3º Lugar: Há livros muito, mas muito, muito piores que este que já foram publicados por editoras muito melhores!
    4º lugar: tenham cuidado com aquilo que dizem porque os ricos é que têm o poder, e o mundo gira a volta deles e não das pessoas que tem tanto tempo livre para publicar um blog! Obrigado”

    1º – Quem lhe diz a si? Sabe que o senhor também anda em blogs, engraçado. Ah, e sabe onde é que os médicos mais se actualizam acerca de novos métodos, medicamentos e casos, hoje em dia? Em blogs. E faz deles melhores médicos, mais procurados e mais pagos. Ao menos esconda a sua ignorância e mania da superioridade!

    2º – Quantas vezes não compramos livros que, depois de uma mini-leitura pelo primeiro capítulo largamos? Nunca pensei é que tanta gente se tivesse desiludido, coitadas das pessoas! Enfim, mas é a vida! E olhe que o seu comentário também foi muito lido e continua a não valer nada. Ah, sim, vale, para provar a ignorância do país!

    3º – Claro! Acha que se esses livros piores não tivessem sido editados este seria? Penso que além da cegueira e riqueza o único motivo que levou à publicação deste livro foi o “ai, já” foram editados piores, por isso este, mesmo não prestando, vai.”

    4º – O senhor teve tempo para publicar no blog. E sabe, não tenho medo disso, porque antes uma boa opinião de um pobre do que uma má de um rico. Continuo a apoiar a cultura de uma pessoa pobre, em vez de a ignorância de uma pessoa rica.

    Ah, e pagar para fazer mal à sociedade é crime, não é? Então a edição deste livro com cunhas é o quê?

    Deixo em aberto.

    Cumprimentos,
    Sandra Esteves


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