Fado + Musica Clássica

•Janeiro 19, 2007 • Deixe um comentário

Quando me disseram também franzi o sobrolho.

Mas afinal é possivel.

Parece ser um projecto bem pensado e com um grafismo própio.

As músicas são todas fados já antigos tratados com maquilhagem de musica classica.

Terá futuro? Depende de nós.

http://www.yolandasoares.com/

( este deve ser a entrada mais pequena de sempre deste blog)

Pobres dos Futebolistas que tanto têm!

•Janeiro 2, 2007 • 3 Comentários

Já dizia a Luciana Abreu!

O sindicato dos jogadores de futebol (profissionais, claro está) veio agora a praça pública exigir que o Governo abra uma excepção e que os jogadores de futebol deixem de pagar impostos, ou que, pelo menos, baixem a percentagem deste.

Razões? É uma profissão de desgaste, coitadinhos, e que acaba muito depressa, como tal é uma barbárie que continuem a pagar impostos. Para além disso é uma industria que gera muito dinheiro ao nosso país.

Analisemos então os factos para saber se é lógico ou não obedecer às exigências do sindicado e dos futebolistas.

Mais ou menos todos os portugueses, nos últimos tempos, têm sofrido cortes, de uma maneira ou de outra, no seu orçamento doméstico. Muitas das profissões viram os seus direitos desviados para parte incerta para o bem comum do povo português e sua economia. Pois está claro se o povo português, do pobre ao meio rico, está a apertar o cinto os futebolistas (ricos, a meu ver) devem alargá-lo mais um furo.

É uma profissão desgastante e de curto prazo. É verdade sim senhor. Polícia é uma profissão de risco, modelo é uma profissão curta, empreiteiro é desgastante, até professor é desgastante intelectualmente (experimentem aturar várias turmas por dia aos gritos). Então todas as profissões desgastantes e de curto prazo não pagam impostos. Juntando aos que por terem baixos rendimentos já não pagam…
Surpresa!
Uma grande fatia da população portuguesa deixou de pagar impostos!

Para além disso, em média, os futebolistas ganham 10 000 euros! Fora os contractos paralelos que ascendem a outros montantes não declarados! Não é do sistema de segurança social os mais ricos pagarem mais e os mais pobres menos? Querem os mais ricos pagar nenhum e depois o pobres pagarem as reformas deles?

Mais flagrante é o argumento que o futebol gera muita riqueza, e como tal já contribuem muito para o estado. Eles devem estar a gozar com os portugueses. É que nem sequer é concebível para uma mente saudável que tudo o que crie riqueza deixe de pagar impostos. Eu nem tento argumentar contra algo tão…tão…ilógico e descabido.

Por fim revelo a pérola da situação!

Caso estas exigências não sejam cumpridas os jogadores ameaçam pararem com os campeonatos da Liga, a jeito de greve. Fiquem sabendo que o português gosta muito de futebol, combinando isso com a lata que tiveram ao pedir isenção do IRS, só vai dar mau resultado.

Ano novo vida nova

•Dezembro 30, 2006 • Deixe um comentário

Onde será que já ouvi isto?

O ano de 2007 aproxima-se rapidamente, com ele traz uma esperança nova, um novo ciclo, uma promessa de fazer mais e melhor.

Fica aqui a minha promessa que no ano que vem aí dar mais atenção ao blog e tentar fazer mais artigos com mais interesse. ( vejam lá que este ano não fiz nada sobre o Natal)

Também queria saber ( quem costuma vir aqui regularmente) que gostaria de ver falado? Que alterações seriam favoráveis?

Esventremos a poesia

•Dezembro 11, 2006 • 5 Comentários

Como Viandante que sou, gosto de contar histórias à volta da fogueira.

Vou-vos relatar uma que me foi contada pela minha professora de Lingua Portuguesa.

Tomei a liberdade de a enfatizar um pouco.

Era uma vez uma professora universitária que gostava muito da Poesia de Manuel Alegre, ou talvez até nem gostasse, mas estava na moda. Decidiu então fazer uma monografia acerca da poesia deste maravilhoso autor revolucionário.

Durante a investigação reparou que o senhor Alegre utilizava muitas vezes a palavra rosa nos seus versos. Essa flor rúbea, de delicadas pétalas cheirosas tem mil e um significados, mil e um aromas a dar a um texto.

Esconde segredos impalpáveis e impossíveis de descortinar, duplos sentidos, outros significados, uma teia de ideias que ia desembocar numa filosofia de vida.

Escreveu, escreveu, escreveu, escreveu. Falou dos maçons, dos Rosa-Cruz, partido Socialista, tudo rosas muito belas e cheirosas que o senhor Alegre escondia no seu jardim de palavras.
Certo dia, essa professora foi a uma conferência do seu poeta favorito, ou não, e aproveitou a hora de almoço para mostrar como resolvera tão bem o significado da rosa.

O Manuel Alegre, o poeta, ficou tão vermelho quanto as rosas dos seus poemas e desatou a barafustar dizendo que utilizava a palavra rosa muitas vezes porque gostava dela, porque achava bonita e soava bem.

Qual significados qual quê! Qual teorias da conspiração!

Rosa é uma palavra e um objecto bonito. Ponto.

Agora a pergunta que eu faço é. Nas aulas de Português, quando esmiuçamos um poema (quero dizer, analisamos) e tentamos extrair todos os significados e intenções, não estaremos nós a esventrar o poema? Arrancar uma a uma, as pétalas numa rosa para as analisar e no final ficamos com um caule despido?

Nota: Não quero dizer com isto que não se deva analisar a poesia, pelo contrário. Não se deve é esmiuçar a poesia, corremos o perigo de a estragar.

Apreciemo-la apenas.

Quanto tempo demora um épico a fazer?

•Novembro 28, 2006 • 18 Comentários

Foi esta pergunta que se interpôs entre mim e “O Filho de Odin” da Gailivro, enquanto viandava por uma livraria anónima em Lisboa.

Segundo João Piedade, que começou a escrever o seu com 15 anos, um verão.
Sim, leram bem, um verão. Ele ainda consegue ser mais rápido que o Saramago.

Abri a primeira página e na minha cara passarem expressões que vão desde o profundo terror, a esgares de incredulidade, passando por expressões de riso descontrolado. Basta apenas referir que existem, logo na primeira página, expressões como “uma espécie de culto satânico”, um “ um tipo de acólito demoníaco”, etc…

Para quem nunca teve a triste ideia de pegar no livro eu faço uma pequena sinopse em jeito de receita.
Pegue em vampiros, junte Bram Stoker, meta um Van Helsing ainda mais inacreditável do que o do filme, misture com Odin e seus filhos, bata com a batedeira, junte uma pitada de cultos satânicos e um pai paladino e envolva com monstros e vilões “com estilo” (como o autor os classifica) e leve ao forno até ficar uma história horrível.
Penso que este João Piedade não sabe o significado de coerência e trabalho pesquisa para um livro.

Este autor surge-nos como o grande impulsionador da literatura fantástica juvenil portuguesa, mas depois as suas personagens têm nomes ingleses, actos ingleses e mitologia tudo menos portuguesa.

Como já ouvi dizer por esse mundo internáutico fora: “ Levem um grupo de amigos e leiam em voz alta, é comédia garantida”

Pergunto-me eu como é que tamanha porcaria chegou às impressoras da Gailivro. Olho para o livro tem uma história que não vale um tostão furado, olho para a escrita de bradar aos céus de tão mau que é, olho para o glossário e é quase maior que o livro e tem com cada anedota que nem vale a pena reproduzir, arriscando-me que o leitor não consiga parar de ler.
Olho para o que influenciou o autor e os agradecimentos que esse faz e não rasgo o livro porque não é meu.

Então os meus olhos recaem sobre a lombada. Ele sabe não 2, não 3, não 4, mas 5 línguas! Estuda no colégio estrangeirado. Olho para a fotografia, típico beto da linha de cascais. Ainda não consigo perceber muito bem porque é que o editar, a parte das 5 línguas é impressionante, mas não deve chegar.
É então que surge a informação que esclarece toda esta situação! Oh, como me pude esquecer da instituição mais reconhecida em Portugal, o famosíssimo factor C.

C de cunha!

“A comunicação está no sangue da família Piedade. Domingos, ‘ex-manager’ de Fittipaldi, amigo do falecido Senna e actual administrador do Autódromo do Estoril e da Daimler Chrysler, começou a sua carreira a escrever sobre automóveis, mundo a que esteve sempre ligado. Ana Paula Reis, sua mulher, foi apresentadora da RTP. “

Pois…agora tudo é mais claro…

Os paizinhos ricos tocaram a mexer os cordelinhos para o “épico”, feito por encomenda, ser publicado.

É triste que isto aconteça, quando tantos bons autores em Portugal são rejeitados pelas editoras. Quando a árvore geneológica é mais importante que o talento, e a cunha mais forte que a moral e escrúpulos.

Porque só alguém sem moral nem escrúpulos edita algo assim.
João Piedade, tem piedade da nossa sanidade e diz logo que o teu livro é de humor e não de fantasia

Errei na loja?

•Novembro 20, 2006 • 2 Comentários

Viandava pela rua que vai do Chiado ao Carmo quando me deparei com um estranho sentimento. Estava na hora errada, no sítio errado na loja errada.

E estava completamente certo!

Nunca a tinha visto antes (depois fiquei a saber que de manhã tinha havido a festa de inauguração), mas mal entrei apaixonei-me pelo conceito. O quão errado pode ser uma loja, o quão insólito podem ser os produtos vendidos? São estas as perguntas principais da Wrong Shop.

Tendo o lúdico como objectivo e um excelente design como meio este estabelecimento concorre às pérolas modernas da cidade. Nesta loja podemos encontrar desde mata moscas amigos das mocas (com um buraco no meio, leia-se), t-shirts que nos dizem que o Big Bem não fica em Lisboa, o livro que Saramago nunca escreveu, uma soqueira do Mickey, entre muitos outros objectos a descobrir.

Nesta loja não procurem tradição, procurem inovação.

Cada visita espero encontrar coisas novas, já que a senhora da caixa me disse que é um espaço que estará em constante actualização. É uma loja nova, um conceito, para mim, novos designers…

Desejo-lhe que fique velha, sinal de prosperidade.

Aqui fica a página para os interessados http://www.thewrongshop.com/

TLEBS – Mil nomes uma só palavra

•Novembro 16, 2006 • 5 Comentários

Ainda não sabe o que é o TLEBS? Não me diga!

Esse monstro de 7 cabeças que entrou a matar nas salas de aula para flagelar tanto alunos como professores? Essa complicação tão complicada que complica a complicação que já é complicada?

A Nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) saiu em Diário da República no dia 24 de Dezembro de 2004, Portaria 1488/2004 e até agora tem sido uma desgraça.

Porque é que fizeram algo tão execrável assim?

Imaginemos a seguinte situação. Era um professor empregado num gabinete de consultoria, não apresenta trabalho palpável já há alguns meses. Liga a televisão vê que as colocações para professores estão cada vez mais difíceis, que o estado está a fazer cortes da função pública, que está a tentar eliminar os funcionários menos produtivos. Esse tal professor olha para o que fez no último ano. Nada que chamasse a atenção.
Por acaso, esse professor, tem também um amigo numa editora que diz que a venda de gramáticas anda a baixar ultimamente. De repente…

PLIM!

Ideia brilhante. Mudar a terminologia linguística para os Ensinos Básicos e Secundário, que boa ideia! Primeiro de tudo é preciso mudar toda a terminologia existente que é para dizer que é uma reforma profunda. Pode não ter nenhuma razão para mudar o nome, o nome pode ser perfeito, mas já que é para mudar muda-se. Mmmm, que tal mudar “nome” para “indicativo de objecto”? Nah, deixa cá ver…

E foi assim que surgiu o temível TLEBS, que só pela sigla, vê-se que é algo muito importante e sério. Agora sempre que um professor fala em Complementos Circunstanciais dá uma palmada na testa. “Ora bolas! Desculpem, eles agora são os modificadores” Quando um aluno está a estudar para o teste e chega a parte de rever os advérbios pergunta-se “ Como é que isto se chama agora?”

Sabem qual foi a justificação principal para a mudança da terminologia? “Ah, e tal, a terminologia antiga já tinha muitos anos” Eh pá, se é assim, temos de mudar de língua, que tem quase 100 anos! Já agora mudamos também o nome do país que já tem alguns anos.

Quem lucra com isto são as editoras. Lá vão ter de mudar os manuais escolares todos, as gramáticas, publicações especiais para ensinar os professores, publicações pedagógicas para ensinar a ensinar, etc… Que chatisse, ainda por cima os manuais escolares, que são de compra obrigatória.

É engraçado que esta proposta de mudança venha de um governo que pede aos portugueses apertem o cinto e quer que os manuais passem de irmão para irmão, mas depois, de um ano para o outro muda a gramática e consequentemente todos os livros escolares.

Tomemos um exemplo. Vai surgir uma nova denominação os “nomes humanos” que são nomes que só se aplicam a humanos, uma espécie de derivação dos actuais “nomes própios”. Na frase ” O menino chamou José ao cão”, José é “nome humano”?

Falacioso não?
Felizmente ainda está em fase de experimentação e eu não vou ter de aturar isso.

Felizmente está em fase de experimentação e ainda pode vir a ser abandonado.

Felizmente ainda está em fase de experimentação…

Fórum Fantástico

•Novembro 9, 2006 • 1 Comentário

Foi-me dado a conhecer ainda o ano passado (  http://www.forumfantastico.web.pt/ ), mas infelizmente não tive tempo para ir lá dar um saltinho.
Este ano, com bastante antecedencia, devo dizer, tomei conhecimento da reedição, mais tarde voltei a ver o evento referenciado na 6ª do DN.

Sempre me pareceu algo com qualidade e interesse. Espero este ano ir.

Este evento tem como objectivo debater, falar, trocar ideias ( quiçá uns lançamentos de livros) sobre o estilo ” fantástico”, tendo o fantástico englobado a ficção cientifica.
Espera-se divulgar o que se faz nesta área em Portugal e no Mundo e ver como tem evoluido neste rectangulozinho à beira mar botado.

A génese do Fórum Fantástico surgiu no 1º encontro Literário de Fantasia e Ficção Cientifica.Poderão saber mais sobre este evento no seguinte
endereço http://www.encontroliterario.web.pt/

Por mais geek que isto pareça (e eu confesso que parece) tentarei ir lá, mais não seja para ir ver alguma conferencia que me agrade ou os lançamentos prometidos.
E que grandes lançamentos! Pelo que sei, os livros prometem, em especial “O Prestígio” que chegará às salas de cinema não tarda, parecem ser bem interessantes.

Para os interessados, cá fica o blog da edição deste ano.

http://forumfantastico.wordpress.com/

E claro… Os suspeitos do costume

http://www.epicapt.com/

Desta água não beberei – Um post tipo Pita

•Novembro 7, 2006 • 2 Comentários

Pois é, muitas vezes critiquei os blogs lamechas e sem interesse.
Os blogs de pita que escrevem proto-pseudo-poemas a relatar a desgraça da morte do canário da vizinha e como isso lhe provoca uma “vontade absurda de sofrer” e cortar os pulsos com lapiseiras.

Mas nunca disse “Desta água não beberei!” e como prova, deixo-vos um golezito ( espero que seja o último) Se tivesse bem escrito pedirvos-ia para aproveitarem o momento único que não se volta a repetir. Como tal não acontece…

Teatro

Caem-me lágrimas de desilusão
Cai a máscara, revela-se o vilão
Ser sem poder, réstia de capacidade
O disfarce pelo outros colocado
Rompe-se pelas costuras mal cosidas
Pelo chão ficam os tecidos fulgentes
Cor de opinião erradamente achada

Quem viu o canto derradeiro chorou
Fénix outrora que já não renasce
Espectáculo que já não entretém
Castelo de cartas ao som dos tornados

Os que ricamente adornaram espantam
As pinturas lavadas, capas pousadas
Como me puderam definir tão mal?
Como não viram os gestos verdadeiros?
Porque me colocam vossos figurinos
Que não me servem, nem são da minha peça

Convencido fiquei de ser tal pessoa
Mas com que convicção? A dada por vós
Saudade daquele que não fui senão
No pensar dos que me levavam aos ombros

Fecham-se as cortinas, cessam-se os aplausos
A personagem morreu, ficou o actor

Contra Publicidade

•Outubro 26, 2006 • 3 Comentários

Desde pequeno, que ao ver televisão, a publicidade é algo que aprecio bastante.

Nos tempos da minha infância, quando estava a dar os programas eu falava, falava, falava sem parar, mas, quando começava ao intervalo não permitia qualquer som ou interrupção. Porquê? Era o tempo da publicidade.

Muito poderia eu falar de publicidade, daria milhentas páginas que testariam a vossa paciência como leitor.

Poderia falar dos anúncios humorísticos, dos anúncios que fizeram história, dos anúncios que nos tocam, ou dos banais e sem graça.

Por hoje, falarei apenas de duas “modas” no mundo do marketing televisivo. Os abomináveis anúncios de toques para telemóveis e os agressivos anúncios-contra-anúncios.

Os abomináveis anúncios de toques de telemóvel invadiram por completo da televisão. São feios, desengraçados, enganadores, repetem-se demasiadas vezes e chegam a ser ridículos. Mais de meia hora a ver televisão e eles invadem-nos a casa pelo menos duas vezes.
Visualmente são tão pobres, de uma falta de gosto tão grande que até dá dó olhar para eles. Em termos de conteúdo, as empresas que os fazem, apostam na repetição ilógica e descabida (vem-me agora à memória a frase: “ Quer ter o som de um gatinho no telemóvel? Ligue 4455 – há aqui uma pausa – Por isso ligue 4455”). Em termos de serviço que oferecem só tenho uma palavra a dizer: deplorável.

Os contra anúncios são um fenómeno que, até agora, só se verificou em publicidade referente a supermercados.
Mais do que um anúncio a defender os seus produtos e os seus preços, os supermercados decidiram agora fazer publicidade a rebaixar a publicidade dos outros supermercados.
Tudo começou com o Pingo Doce a provocar o Dia ( ou pelo menos a mim me pareceu) a propósito deste último ter feito uma publicidade a comparar preços de produtos. Na publicidade do Pingo Doce, em tudo igual á do Dia, a senhora ia buscar dois produtos para comparar o preço. Surgia então uma voz “Mas os produtos têm de ser iguais, para se comparar o preço”. Mais tarde surgiu o Modelo, a gozar com os preços falantes do Intermarcher e com as comparações do Pingo Doce. Depois os preços falantes do Intermarcher a dizerem que não queriam ser “Modelo” para ninguém.

Onde irá parar?

Já estou a imaginar o futuro anúncio do Continente.

Aparece uma senhora toda composta a ir ao Dia, a pegar em alguns produtos e a dizer: “Mmmm, são baratos, mas não prestam nada. Não valem a ponta do corno a m**** destes produtos. Vou ao Continente”