Publicado por: umbraebelfagor | Setembro 23, 2009

Your Taste is…

Contribuam com a vossa palavra! Definam sabor num só vocábulo e confere o resto do site para ver o que os outros escreveram.

http://www.yourtaste.is

Publicado por: umbraebelfagor | Agosto 12, 2009

3 anos depois…

Pois é, passados 3 anos volto a este canto na web.

Porque parei em 1º lugar?

Porque acho que escrever um blog de opiniões pessoais é um exercício de massagem ao ego e que realmente nunca é lido com a atenção que achamos que merece. Talvez também porque não tinha mais nada para dizer e muito mais para fazer.

Porque recomeço?

Porque sim. Porque sou egocêntrico, porque quero partilhar aquilo que vejo com inexistentes desconhecidos. Porque me faz bem escrever e porque de vez em quando procuro coisas para fazer na net e não encontro.

Publicado por: umbraebelfagor | Dezembro 11, 2006

Esventremos a poesia

Como Viandante que sou, gosto de contar histórias à volta da fogueira.

Vou-vos relatar uma que me foi contada pela minha professora de Lingua Portuguesa.

Tomei a liberdade de a enfatizar um pouco.

Era uma vez uma professora universitária que gostava muito da Poesia de Manuel Alegre, ou talvez até nem gostasse, mas estava na moda. Decidiu então fazer uma monografia acerca da poesia deste maravilhoso autor revolucionário.

Durante a investigação reparou que o senhor Alegre utilizava muitas vezes a palavra rosa nos seus versos. Essa flor rúbea, de delicadas pétalas cheirosas tem mil e um significados, mil e um aromas a dar a um texto.

Esconde segredos impalpáveis e impossíveis de descortinar, duplos sentidos, outros significados, uma teia de ideias que ia desembocar numa filosofia de vida.

Escreveu, escreveu, escreveu, escreveu. Falou dos maçons, dos Rosa-Cruz, partido Socialista, tudo rosas muito belas e cheirosas que o senhor Alegre escondia no seu jardim de palavras.
Certo dia, essa professora foi a uma conferência do seu poeta favorito, ou não, e aproveitou a hora de almoço para mostrar como resolvera tão bem o significado da rosa.

O Manuel Alegre, o poeta, ficou tão vermelho quanto as rosas dos seus poemas e desatou a barafustar dizendo que utilizava a palavra rosa muitas vezes porque gostava dela, porque achava bonita e soava bem.

Qual significados qual quê! Qual teorias da conspiração!

Rosa é uma palavra e um objecto bonito. Ponto.

Agora a pergunta que eu faço é. Nas aulas de Português, quando esmiuçamos um poema (quero dizer, analisamos) e tentamos extrair todos os significados e intenções, não estaremos nós a esventrar o poema? Arrancar uma a uma, as pétalas numa rosa para as analisar e no final ficamos com um caule despido?

Nota: Não quero dizer com isto que não se deva analisar a poesia, pelo contrário. Não se deve é esmiuçar a poesia, corremos o perigo de a estragar.

Apreciemo-la apenas.

Publicado por: umbraebelfagor | Novembro 28, 2006

Quanto tempo demora um épico a fazer?

Foi esta pergunta que se interpôs entre mim e “O Filho de Odin” da Gailivro, enquanto viandava por uma livraria anónima em Lisboa.

Segundo João Piedade, que começou a escrever o seu com 15 anos, um verão.
Sim, leram bem, um verão. Ele ainda consegue ser mais rápido que o Saramago.

Abri a primeira página e na minha cara passarem expressões que vão desde o profundo terror, a esgares de incredulidade, passando por expressões de riso descontrolado. Basta apenas referir que existem, logo na primeira página, expressões como “uma espécie de culto satânico”, um “ um tipo de acólito demoníaco”, etc…

Para quem nunca teve a triste ideia de pegar no livro eu faço uma pequena sinopse em jeito de receita.
Pegue em vampiros, junte Bram Stoker, meta um Van Helsing ainda mais inacreditável do que o do filme, misture com Odin e seus filhos, bata com a batedeira, junte uma pitada de cultos satânicos e um pai paladino e envolva com monstros e vilões “com estilo” (como o autor os classifica) e leve ao forno até ficar uma história horrível.
Penso que este João Piedade não sabe o significado de coerência e trabalho pesquisa para um livro.

Este autor surge-nos como o grande impulsionador da literatura fantástica juvenil portuguesa, mas depois as suas personagens têm nomes ingleses, actos ingleses e mitologia tudo menos portuguesa.

Como já ouvi dizer por esse mundo internáutico fora: “ Levem um grupo de amigos e leiam em voz alta, é comédia garantida”

Pergunto-me eu como é que tamanha porcaria chegou às impressoras da Gailivro. Olho para o livro tem uma história que não vale um tostão furado, olho para a escrita de bradar aos céus de tão mau que é, olho para o glossário e é quase maior que o livro e tem com cada anedota que nem vale a pena reproduzir, arriscando-me que o leitor não consiga parar de ler.
Olho para o que influenciou o autor e os agradecimentos que esse faz e não rasgo o livro porque não é meu.

Então os meus olhos recaem sobre a lombada. Ele sabe não 2, não 3, não 4, mas 5 línguas! Estuda no colégio estrangeirado. Olho para a fotografia, típico beto da linha de cascais. Ainda não consigo perceber muito bem porque é que o editar, a parte das 5 línguas é impressionante, mas não deve chegar.
É então que surge a informação que esclarece toda esta situação! Oh, como me pude esquecer da instituição mais reconhecida em Portugal, o famosíssimo factor C.

C de cunha!

“A comunicação está no sangue da família Piedade. Domingos, ‘ex-manager’ de Fittipaldi, amigo do falecido Senna e actual administrador do Autódromo do Estoril e da Daimler Chrysler, começou a sua carreira a escrever sobre automóveis, mundo a que esteve sempre ligado. Ana Paula Reis, sua mulher, foi apresentadora da RTP. “

Pois…agora tudo é mais claro…

Os paizinhos ricos tocaram a mexer os cordelinhos para o “épico”, feito por encomenda, ser publicado.

É triste que isto aconteça, quando tantos bons autores em Portugal são rejeitados pelas editoras. Quando a árvore geneológica é mais importante que o talento, e a cunha mais forte que a moral e escrúpulos.

Porque só alguém sem moral nem escrúpulos edita algo assim.
João Piedade, tem piedade da nossa sanidade e diz logo que o teu livro é de humor e não de fantasia

Publicado por: umbraebelfagor | Novembro 20, 2006

Errei na loja?

Viandava pela rua que vai do Chiado ao Carmo quando me deparei com um estranho sentimento. Estava na hora errada, no sítio errado na loja errada.

E estava completamente certo!

Nunca a tinha visto antes (depois fiquei a saber que de manhã tinha havido a festa de inauguração), mas mal entrei apaixonei-me pelo conceito. O quão errado pode ser uma loja, o quão insólito podem ser os produtos vendidos? São estas as perguntas principais da Wrong Shop.

Tendo o lúdico como objectivo e um excelente design como meio este estabelecimento concorre às pérolas modernas da cidade. Nesta loja podemos encontrar desde mata moscas amigos das mocas (com um buraco no meio, leia-se), t-shirts que nos dizem que o Big Bem não fica em Lisboa, o livro que Saramago nunca escreveu, uma soqueira do Mickey, entre muitos outros objectos a descobrir.

Nesta loja não procurem tradição, procurem inovação.

Cada visita espero encontrar coisas novas, já que a senhora da caixa me disse que é um espaço que estará em constante actualização. É uma loja nova, um conceito, para mim, novos designers…

Desejo-lhe que fique velha, sinal de prosperidade.

Aqui fica a página para os interessados http://www.thewrongshop.com/

Publicado por: umbraebelfagor | Novembro 9, 2006

Fórum Fantástico

Foi-me dado a conhecer ainda o ano passado (  http://www.forumfantastico.web.pt/ ), mas infelizmente não tive tempo para ir lá dar um saltinho.
Este ano, com bastante antecedencia, devo dizer, tomei conhecimento da reedição, mais tarde voltei a ver o evento referenciado na 6ª do DN.

Sempre me pareceu algo com qualidade e interesse. Espero este ano ir.

Este evento tem como objectivo debater, falar, trocar ideias ( quiçá uns lançamentos de livros) sobre o estilo ” fantástico”, tendo o fantástico englobado a ficção cientifica.
Espera-se divulgar o que se faz nesta área em Portugal e no Mundo e ver como tem evoluido neste rectangulozinho à beira mar botado.

A génese do Fórum Fantástico surgiu no 1º encontro Literário de Fantasia e Ficção Cientifica.Poderão saber mais sobre este evento no seguinte
endereço http://www.encontroliterario.web.pt/

Por mais geek que isto pareça (e eu confesso que parece) tentarei ir lá, mais não seja para ir ver alguma conferencia que me agrade ou os lançamentos prometidos.
E que grandes lançamentos! Pelo que sei, os livros prometem, em especial “O Prestígio” que chegará às salas de cinema não tarda, parecem ser bem interessantes.

Para os interessados, cá fica o blog da edição deste ano.

http://forumfantastico.wordpress.com/

E claro… Os suspeitos do costume

http://www.epicapt.com/

Publicado por: umbraebelfagor | Outubro 15, 2006

Liberdade de expressão

Diz-se que vivemos num mundo onde a liberdade de expressão é um direito garantido, mas hoje, ao ler o jornal, deparei-me com duas situações, no mínimo, caricatas.

A mais conhecida é certamente a aprovação, no parlamento Francês, da lei que considera crime negar o genocídio dos Arménios. Todos sabem que isto é uma manobra política para dificultar a entrada da Turquia na União Europeia, já que todos os países têm de respeitar os direitos do homem entre outras garantias morais.
Politiquices à parte, considero esta lei é um atentado ao direito de expressão. Porque é considerado crime dizer que não existiu o genocídio dos Arménios? Porque é crime dizer que não houve Holocausto? Cada um diz o que quer, cada um tem o direito de ter a sua opinião, por mais disparatada que seja.
O que o governo francês fez, foi criar uma lei que proíbe o cidadão de dizer certa coisa. Independentemente da coisa que é proibido dizer, não é concebível que esta leia seja aprovada com tanta maioria. Não é a França o país da liberdade? Mas que raio de políticos é que deixam que imposições ideológicas sejam praticadas?

A outra é que ( na América, claro!) começaram a processar blogs por difamação.

Já não se pode dizer o que se quer… Que seria hoje em dia o Manifesto Anti-Dantas? O início de um processo por difamação?
Querem-nos tirar a opinião. Querem impedir as pessoas de dizer coisas que os políticos não querem ouvir? Processem-se uns aos outros, por difamação, os deputados da Assembleia que só se insultam. Processem por difamação cerca de mil pessoas de uma manifestação por estas chamarem o 1º Ministro de mentiroso. Processem o 24h por difamar a cada edição inúmeras personalidade publicas.

É melhor calar-me, que já vejo a neo censura a aproximar-se.

Vejo, escrevo e evado.
Não quero ser processado.

Publicado por: umbraebelfagor | Outubro 13, 2006

Fátima vs Santiago de Compostela

Existem dois locais de culto na Hispânia conhecidos de toda a gente: O Santuário de Nossa Senhora de Fátima e a cidade de Santiago de Compostela.

Um deles gosto bastante, o outro só vou obrigado.

Vou aproveitar esta sexta-feira 13 de Outubro para comparar os dois.

Primeiro de tudo, para que não digam que estou a atacar a religião, eu sou Católico Apostólico Romano.

Comecemos então…

1 – Culto

Em Fátima há uma mistura de religiosidade e paganismo. Um culto através do sacrifício e da promessa. Sacrifica-se o corpo ao dar as voltas ao santuário, fazendo sangrar os joelhos, sacrifica-se a mente ao repetir indefinidamente as rezas do terço, promete-se dar algo em troca de uma cura milagrosa ou uma ajuda divina, promete-se velas pelos familiares, promete-se lá voltar… Chega-se a um ponto que não sabemos o que é religião e o que é pagão, há uma mescla de ritos no mesmo espaço que me causam confusão.

Por sua vez em Santiago de Compostela o pagão e religioso está completamente individualizado. Cada um com o seu espaço, mesmo que por vezes se interceptem, consegue-se distinguir qual é um e qual é outro. Por um lado há a basílica, do outro as bruxas e feitiços. O peregrino pode oscilar entre cada um dos dois, mas nunca os confunde. A parte religiosa é mais virada para a reflexão e descoberta do “eu” enquanto inserido na comunidade de Deus, ou o “eu” no mundo. É um espaço de oração e não de rezas.

2 – Lojas

Quando chego a Fátima quase que fico enjoado com as lojas que vejo. Tudo amontoado, falta de qualidade e gosto, artigos todos iguais, vender Deus aos bocados. Lojas todas iguais, a vender a mesma coisa no mesmo espaço.

Entro na loja, vendem água de Fátima, terra de Fátima, ar de Fátima, ostias de Fátima, estátuas de Fátima e uma panóplia de coisas de Fátima que supostamente levam ao céu ou pacificam os corações mais necessitados.

Em Santiago de Compostela as lojas vendem as esperadas lembranças, algumas tão foleiras como as de Fátima, t-shirt bastante engraçadas, mas também existe outro tipo de comércio. As lojas não se encavalitam umas ás outras, existe diversidade, existe qualidade.

3 – Beleza da Cidade

A Basílica de Santiago de Compostela é bela, a cidade de Santiago de Compostela é bela, é agradável passear nas suas ruas. Foi uma cidade que cresceu com o tempo, com mérito próprio, fervilha de vida devido á universidade.

Gosto bastante de passear nas suas ruas, apreciar a arquitectura, comer nos seus restaurantes. Participar um pouco na vida da cidade.

Por seu lado Fátima cresceu devido às aparições. Edifícios feios, má ordenação de território, não dá prazer nenhum passear nas ruas de Fátima. Muito cinzento, cidade sem história em beleza. O próprio santuário é um enorme terreno de alcatrão com uns edifícios mal colocados.

Não fervilha de vida, é um local morto, mesmo com a movimentação de visitantes.

4 – Peregrinação

Por fim, o argumento que me faz preferir Santiago de Compostela a Fátima é o espírito peregrino. Existe a tradição da peregrinação até Santiago que nunca poderá ser igual a ir a Fátima.

O percorrer o caminho para descobrir o Caminho. A reflexão ao longo da caminhada, passo a passo, e não a rezar o terço ou similares. Não pelo sacrifício e dor do cansaço, mas pela iluminação que nos trás o acto de caminhar.
As várias rotas que confluem no mesmo ponto, a tradição…

Não seria eu um Viandante se não gostasse tanto desta realidade de Santiago de Compostela.

Publicado por: umbraebelfagor | Outubro 10, 2006

Uma loja velando pelo futuro das Velas

Nunca se interrogaram onde poderiam arranjar velas em forma de pinguim?

Quem já leu Anansi Boys, de Neil Gaiman, sabe do que falo.

Pois bem, existe um local em Lisboa onde SÓ se vendem velas. Como o descobri? Viandando..

Já lá está hámuito tempo, desde 1789, mas só há menos de dois meses a descobri.
Uma loja pequena, uma pequena montra, uma pequena porta, uma pequena lojista e uma enorme variedade de objectos em cera. Quem sobe desde a praça Camões até à biblioteca homónima, tal como eu fiz, poderá identificar esta loja pela enorme replica de círio à porta.
Entrando, ficamos rodeados de velas de todos os tamanhos e feitios. Espreitando, ficamos a perceber que para lá do diminuto espaço comercial existe uma extensão de loja não acessivel aos clientes de onde uma senhora de idade surge se ficarmos tempo suficiente.

Ao contrário de muitas empregadas que se vê por Portugal fora, ela tem brio no seu trabalho, compreende que servir é uma arte, não uma vergonha. Ao contrário das outras empregadas não torce o nariz, por mais enfadada que esteja, a nenhum pedido de um cliente.
Não está apenas lá para receber o ordenado ao final do mês, sente orgulho caso consiga vender algo, caso a loja tenha sucesso. É o seu emprego, ela exerce-o o melhor que pode.

As grandes lojas, de caracter multinacional, perderam esse cunho, essa ligação lojista/espaço. Nos estabelecimentos comerciais, mesmo tendo um patrão, o bom empregado sente-se parte daquele espaço e empenha-se no que faz.
Talvez seja o segredo para este tipo de locais sobreviver.

O local de que vos falo não parou no tempo, embora os ponteiros do relógio ao fundo marquem sempre a mesma hora. Não é uma reliquia passado, embora toda ela seja feita em madeira, sóbria, cruza o mais tradicional ( os famosos ”apagadores”
de velas) ao mais moderno ( velas com cheiros e cores vivas).

Quer queiras decorar, iluminar ou uma luz para o batismo, esta é a loja perfeita.

Nota: (ainda) Não têm velas em forma de pinguim.

Publicado por: umbraebelfagor | Outubro 2, 2006

Livros Viandantes

Um Viandante, tal como eu sou, fica sempre alegre ao encontrar outro que partilhe o mesmo gosto de viajar.

Ia este vosso caminhante sob um céu que ameaçava chuva quando de repente, através do vidro da biblioteca da Amadora, houve algo que me chamou a atenção.
Entrei e deparei-me com algo que já à muito que buscava: um OCZ ( official crossing zone).
Não, não era uma passadeira, não era uma passagem especial nem um corredor concorrido, mas sim um local onde as pessoas deixam os seus livros para que outros levem.

Para que faria uma pessoa uma coisas dessas?

É o espírito Bookcrossing! Para quem não sabe, Bookcrossing é um movimento desenvolvido internacionalmente que visa que o maior número de pessoas leia um livro.
Existem várias modalidades de trocas de livros, mas uma das mais populares são as que usam OCZ. Trocando por miúdos, existem certos locais no país (devidamente identificados com cartazes ou algo do género) onde pessoas deixam livros para que outras levem para casa e leiam.
Na parte interior do livro existe um código que deve ser inserido no site oficial, para que se saiba que o livro foi encontrado e está a ser lido. Depois de ser lido o livro deve ser de novo liberto às ruas para que outra pessoa possa desfrutar dele.

Sim, nesta modalidade nunca mais se volta a ver o livro, mas que coisa melhor se pode imaginar do que andar a passear na rua e encontrar livros espalhados como fruta nas árvores. Sou um bocado suspeito (os meus livros são os meus pequenos tesouros), mas até eu já considero libertar um livro.
Se eu fiquei convencido da ideia, porque não vocês?

Aqui está o site oficial e o fórum português:

http://www.bookcrossing.com/home

http://www.bookcrossing-portugal.com/index.html

Infelizmente o nosso país não está ainda completamente preparado para estes movimentos. O português mediano, se vê um livro abandonado, mesmo que não goste de ler, leva-o porque é grátis. Depois, não o devolve pois “achado não é roubado”. É este tipo de pensamento que assassina o Bookcrossing.

Esperemos que com o tempo nos tornemos mais receptivos a estas iniciativas e que um dia possamos encontrar livros nos bancos do metro com a famosa etiqueta na parte de dentro a dizer “Sou um livro muito especial. Verás, viajo à volta do mundo a fazer novos amigos.”

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